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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Sophia de Mello Breyner Andresen

Sophia de Mello Breyner Andresen
(Porto, 6/11/1919 – Lisboa, 2/7/2004)

O mar dos meus olhos
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética

terça-feira, 2 de abril de 2019

"Contos com Reflexão"


Recebemos hoje na ESFA o Dr Alfredo Leite, psicólogo de formação, que há mais de 15 anos lidera a Mundo Brilhante apoiando professores e educadores. Veio partilhar connosco o seu amor pelos livros e pela leitura dinamizando 5 sessões que, a nosso pedido, se focaram em 3 obras: “Os Lusíadas” para os alunos do 9º ano (3 sessões), “Os Maias”, na sessão realizada para o 11º ano e “O ano da Morte de Ricardo Reis” na sessão direcionada ao 12º ano.

Dotado de um grande poder de comunicação, todas as sessões foram bastante dinâmicas e interativas, conseguindo o nosso convidado prender a atenção dos alunos para, simultaneamente, se focar nos pontos essenciais de cada obra.



Muito obrigada ao Dr. Alfredo Leite, às docentes de Português que se envolveram na iniciativa e a todos os professores e alunos que estiveram presentes!

quinta-feira, 28 de março de 2019

Semana da Leitura - "Todos a ler"

Iniciámos hoje a Semana da Leitura no nosso agrupamento com a atividade "Todos a Ler", propondo a leitura em sala de aula de um texto.
Na ESFA foram estas as nossas escolhas:


Sugestão de leitura para o Ensino Secundário

Aprendiz de Viajante
Um dia li num livro: “Viajar cura a melancolia.”
Creio que, na altura, acreditei no que lia. Estava doente, tinha quinze anos. Não me lembro da doença que me levara à cama, recordo apenas a impressão que me causara, então, o que acabara de ler.
Os anos passaram – como se apagam as estrelas cadentes- e, ainda hoje, não sei se viajar cura a melancolia. No entanto, persiste em mim aquela estranha impressão de que lera uma predestinação.
A verdade é que desde os quinze anos nunca mais parei de viajar. Atravessei cidades inóspitas, perdi-me entre mares e desertos, mudei de casa quarenta e quatro vezes e conheci corpos que deambulavam pela vasta noite… Avancei sempre, sem destino certo.
Tudo começou a seguir àquela doença.
Era ainda noite fechada. Levantei-me e parti. Fui em direção ao mar. Segui a rebentação das ondas, apanhei conchas, contornei falésias; afastei-me de casa o mais que pude. Vi a manhã erguer-se, branca, e envolver uma ilha; vi crepúsculo e noites sobre o rio, amei a existência.
Dormia onde calhava: no meio das dunas, enroscado no tojo, como um animal; dormia num pinhal ou onde me dessem abrigo, em celeiros, garagens abandonadas, uma cama…
E quando regressei, regressei com a ânsia do eterno viajante dentro de mim.
Hoje sei que o viajante ideal é aquele que, no decorrer da vida, se despojou das coisas materiais e das tarefas quotidianas. Aprendeu a viver sem possuir nada, sem um modo de vida. Caminha, assim, com a leveza de quem abandonou tudo. Deixa o coração apaixonar-se pelas paisagens enquanto a alma, no puro sopro da madrugada, se recompõe das aflições da cidade.
A pouco e pouco, aprendi que nenhum viajante vê o que os outros viajantes, ao passarem pelos mesmos lugares, veem.
O olhar de cada um, sobre as coisas do mundo, é único, não se confunde com nenhum outro.
Viajar, se não cura melancolia, pelo menos purifica. Afasta o espírito do que é supérfluo e inútil; e o corpo reencontra a harmonia perdida – entre o homem e a terra. O viajante aprendeu, assim, a cantar a terra, a noite e a luz, os astros, as águas e a treva, os peixes, os pássaros e as plantas.
Aprendeu a nomear o mundo.
Separou com uma linha de água o que nele havia de sedentário daquilo que era nómada; sabe que o homem não foi feito para ficar quieto. A sedentarização empobrece-o, seca-lhe o sangue, mata-lhe a alma – estagna o pensamento.
Por tudo isto, o viajante escolheu o lado nómada da linha de água. Vive ali, e canta – sabendo que a vida não terá sido um abismo, se conseguir que o seu canto, ou estilhaços dele, o una de novo ao Universo.»
Al Berto “O Anjo Mudo



Sugestão de leitura para o 9º ano

Encantamentos
- Para que serve a poesia? Esta é uma daquelas questões que, cedo ou tarde, todos os poetas enfrentam. A resposta mais frequente, mais falha de imaginação e de verdade, assegura que a poesia não serve para nada. Alguns poetas, em especial os portugueses, acrescentam a seguir que também a vida não serve para nada, etc. […]
 Na origem, a poesia era uma disciplina da magia. Servia para encantar. Continua a ser assim, embora, no sentido literal, poucas pessoas ainda exercitem essa antiquíssima arte. Uma tarde, em Benguela conheci uma das derradeiras praticantes. Almoçava com amigos, e amigos de amigos, num desses quintalões antigos, carregados de frutos, e de boa sombra, da cidade das acácias rubras. A determinada altura escutei um sujeito que se referiu a uma tal Dona Aurora:
 - A velha receita poesias.
- Recita - corrigi.  O homem, um oficial do exército, encarou-me, irritado:
- Não senhor! Receita! Dona Aurora receita poesias. Resolve problemas de amor, amarrações, mau-olhado, tudo com versinhos.
Fiquei interessado. Anotei o endereço da curandeira num guardanapo e na manhã seguinte bati-lhe à porta. Dona Aurora morava na Restinga, num casarão, em madeira, muito maltratado. A velha senhora, miúda, muito magra, vestia de cor de rosa. Toda a sua força parecia residir na cabeleira, a qual mantinha uma vigorosa rebeldia juvenil. Convidou-me a entrar. Móveis dos anos 50, muito gastos. Estantes carregadas de livros velhos. Aproximei-me. Poesia, e mais poesia: Florbela, Camões, Vinícius, José Régio, Sophia, Drummond, Manuel Bandeira, tudo misturado, num bem-aventurado desrespeito a fronteiras políticas, estéticas e ideológicas. «O meu marido sempre gostou de poesia», justificou-se: «Eu, menos. Foi só depois de ele morrer, há 30 anos, que descobri o poder dos versos.»
Acontecera um pouco por acaso - contou. Uma tarde deu-se conta de que certos sonetos parnasianos (os mais trabalhosos) a ajudavam a vencer a insónia. Mais tarde, que João Cabral de Melo Neto, a partir de «O cão sem plumas», era muito eficaz no combate à cefaleia. Pouco a pouco foi desenvolvendo um método. Combatia a prisão de ventre lendo alto a Sagrada Esperança. Mantinha o quintal livre de ervas daninhas, percorrendo-o, ao crepúsculo, enquanto soprava devagar «O guardador de rebanhos».
 Numa cidade pequena não tardou que tais excentricidades lhe trouxessem, primeiro inimigos, e depois devotos seguidores e pacientes. Hoje, ela recebe a todos, ricos e pobres, na sala onde me recebeu a mim.
 Ouve as suas queixas, levanta-se, percorre as estantes, e regressa com a solução. «Quem me procura mais são mulheres querendo reconquistar o coração dos maridos. Recomendo que lhes murmurem, enquanto dormem, algum Neruda, às vezes Camões, outras Bocage.»
Dona Aurora não aceita dinheiro pelos serviços prestados. «Não sou eu quem cura», explicou-me, «é a poesia».
    José Eduardo Agualusa (revista Ler nº 113, maio 212)



sexta-feira, 8 de março de 2019

Dia Internacional da Mulher


As origens do Dia Internacional da Mulher chegam a 1857. 
A 8 de março um grupo de trabalhadoras da indústria têxtil organizou uma marcha em Nova Iorque para exigir melhores condições de trabalho, a jornada diária reduzida para 10 horas e direitos iguais para homens e mulheres. Cinquenta e um anos depois, a 8 de março de 1908, um outro grupo de trabalhadoras em Nova Iorque escolheu a data para avançar para uma greve, homenageando as antecessoras. Queriam o fim do trabalho infantil e o direito de votar.

Em 1975 as Nações Unidas elegeram 8 de março como o Dia Internacional da Mulher A luta pelos direitos das mulheres tem mais de um século, mas as conquistas continuam a não ser universais. 

Hoje, na escola, assinalámos o dia propondo a leitura de um texto em todas as salas de aula, expondo os aventais que fizemos com mensagens alusivas às desigualdades que ainda existem e partilhámos dois textos no intervalo maior com a comunidade escolar.






Contámos com a presença de muitos alunos e alunas e de vários docentes e funcionárias que se juntaram a nós neste momento. 
Muito obrigada a todos e a todas e um Feliz Dia Internacional da Mulher!

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Concurso Nacional de Leitura


Até ao dia 14 de dezembro, estão abertas as inscrições para a fase de escola do Concurso Nacional de Leitura. Consulta o Regulamento aqui! Participa!


terça-feira, 13 de novembro de 2018

"Os homens nunca saberão nada disto" - apresentação


Recebemos hoje na ESFA Pat R., nome artístico de Patrícia Ribeiro, uma autora portuguesa, natural de Évora, que nos trouxe o seu mais recente projeto "Os homens nunca saberão nada disto”. Mais do que um livro, onde se notam influências marcadas da cultura norte-americana, este projeto permite aos leitores vivenciarem a história de uma família contada através do tempo e da música pela voz dos hipotéticos dezoito filhos que poderiam ter resultado de um encontro entre Ian e Jeannette, as personagens principais. Em todo o livro há imensas referências musicais que nos são aconselhadas para acompanhar a leitura e o projeto disponibiliza também um livro de extras, recheado de ilustrações elaboradas por vários ilustradores portugueses e estrangeiros, criado propositadamente para complementar toda a ação e um cd com 5 músicas originais de dois músicos portugueses (uma das personagens do livro tem uma banda musical, pelo que este cd representa esse projeto musical).
Na sua apresentação, a autora, dotada de um excelente poder de comunicação, projetou várias imagens do livro, leu um excerto e explicou todo o processo de criação deste projeto tão original, realçando a importância de se acreditar nos sonhos, mas principalmente, de se acreditar no nosso trabalho. Alertou os alunos para a importância de se focarem nalguma coisa, de terem objetivos e de seguirem em frente com eles, com determinação e dedicação.

Participaram nas duas sessões as 3 turmas do curso de Artes Visuais - 10ºC, 11ºD e 12ºC, o 11ºE, o 11ºF, o 11ºG, o 10ºD, o 10ºG, o 9ºF e o 9ºG. Muito obrigada a todos os alunos e alunas e aos docentes que os acompanharam.
Muitos parabéns à Patrícia Ribeiro por este projeto tão inovador e muito obrigada por se ter deslocado à nossa escola. Continuaremos de perto a seguir o seu fantástico trabalho!






Algumas notas biográficas sobre a autora:

Pat R, nome artístico de Patrícia Ribeiro, natural de Évora, Portugal. Viveu na cidade até aos dezoito anos, tendo-se mudado depois para Lisboa onde reside até ao momento. Tendo crescido num ambiente altamente influente a nível artístico, desde cedo desenvolveu um gosto particular pela música, cinema, fotografia e literatura.
Começou a escrever muito cedo, tendo completado o primeiro trabalho mais extenso aos 12 anos. A partir de então, dedicou-se, incessantemente, à escrita de argumentos, romances, poesia e contos, durante os anos de ensino secundário e de faculdade. A sua primeira publicação data de 2014.
Estudou Estudos Artísticos, Publicidade e Marketing e Cinema e, em 2014, decidiu dedicar-se exclusivamente à escrita.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

CNL - Fase Intermunicipal

Obras selecionadas para a fase Intermunicipal que se realizará em Penalva do Castelo no dia 21 de maio:


Ensino Secundário - "Livro" de José Luís Peixoto

Este livro elege como cenário a extraordinária saga da emigração portuguesa para França, contada através de uma galeria de personagens inesquecíveis e da escrita luminosa de José Luís Peixoto. Entre uma vila do interior de Portugal e Paris, entre a cultura popular e as mais altas referências da literatura universal, revelam-se os sinais de um passado que levou milhares de portugueses à procura de melhores condições e de um futuro com dupla nacionalidade. Avassalador e marcante, Livro expõe a poderosa magnitude do sonho e a crueza, irónica, terna ou grotesca, da realidade. Através de histórias de vida, encontros e despedidas, os leitores de Livro são conduzidos a um final desconcertante onde se ultrapassam fronteiras da literatura. Livro confirma José Luís Peixoto como um dos principais romancistas portugueses contemporâneos e, também, como um autor de crescente importância no panorama literário internacional.


3º ciclo do Ensino Básico - "O rapaz do caixote de madeira" de Leon Leyson, Marilyn J. Harran, Elisabeth  B. Leyson

Leon Leyson tinha apenas dez anos quando os nazis invadiram a Polónia em 1939 e a sua família foi forçada a viver no gueto de Cracóvia. Neste seu livro de memórias, Leon começa por nos descrever uma infância feliz, na sua aldeia natal e felizmente para a família, o seu caminho cruzar-se-ia com o de Oskar Schindler que os incluiu na célebre lista dos trabalhadores da sua fábrica. Na altura com apenas 13 anos, Leon era tão pequeno que tinha de subir para cima de um caixote de madeira para chegar aos comandos das máquinas. Ao longo desta história, que reproduz com autenticidade o ponto de vista de uma criança, Leon Leyson deixa-nos entrever, no meio do horror que todos os dias enfrentavam, a coragem, a astúcia e o amor que foram necessários para poderem sobreviver.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Cantinho da Leitura




Na Semana Aberta da ESFA o Mário, a Sofia e a Ana Margarida estiveram no nosso Cantinho da Leitura a lerem histórias aos alunos do 1º ciclo que nos visitaram!
Obrigada a todos!

segunda-feira, 23 de abril de 2018

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Book-trailers "O Lar da Sra Peregrine para Crianças Peculiares", "O rapaz do pijama às riscas" e "Cidades de Papel"

Book-trailers produzidoS por alunos do 9ºC e 9ºB no âmbito da atividade realizada em parceria entre a Biblioteca Escolar e a docente de Português, Graça Albuquerque.

  "O Lar da Sra Peregrine para Crianças Peculiares"


 "O rapaz do pijama às riscas"


Cidades de Papel

Book-trailers

Book-trailers produzidos por alunos do 9ºC e 9ºB no âmbito da atividade realizada em parceria entre a Biblioteca Escolar e a docente de Português, Graça Albuquerque.


  "Se eu ficar"

 

"Os rapazes do lixo"

   

segunda-feira, 5 de março de 2018

Criação de book-trailers

Numa articulação entre a biblioteca e a docente Graça Albuquerque, realizámos hoje, na sala do Futuro, uma sessão sobre a criação de book-trailers. A "ferramenta" utilizada foi o programa Powtoon.
Participou um grupo de alunos das turmas do 9º B e do 9º C. 
Antes desta sessão, os alunos já tinham sido aliciados para a atividade. Através de alguns materiais selecionados pelas docentes, os alunos perceberam as potencialidades dos book-trailors como instrumentos de motivação para a leitura, tomaram contacto com alguns exemplos e realizaram a inscrição. Hoje, após uma breve exlicação sobre as principais funcionalidades do programa, passaram à construção das suas histórias digitais sobre os seguintes livros: "O rapaz do pijama às riscas", "Cidades de Papel", "O lar da Sra Peregrine para crianças peculiares", Se eu ficar e "Os rapazes do lixo".
Em breve, disponibilizaremos aqui os book-trailers realizados.




sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Concurso Nacional de Leitura - 3º ciclo e ensino secundário

Já foram selecionadas as obras para a fase de escola do Concurso Nacional de Leitura, para os alunos do 3º ciclo e do ensino secundário.
 As inscrições decorrem até ao dia 16 de fevereiro, realizando-se a prova de seleção no dia 20.

Obras:

Ensino Básico - 3º ciclo
"12 Anos Escravo" de Solomon Northup.


Nova Iorque, 1841. Solomon Northup, um negro livre, vive com a mulher e os filhos. Leva uma existência pacífica, entre os dotes de carpinteiro e o talento para tocar rabeca. 
Ao aceitar o convite de dois homens para entrar numa digressão, vê a sua vida mudar para sempre. A glória e o lucro prometidos transformam-se num pesadelo quando, após uma noite de copos, acorda acorrentado. 
É comprado pelo dono de uma plantação na Luisiana e, a partir desse momento, torna-se um escravo. Decorrerão doze anos até ser finalmente libertado. 
Doze Anos Escravo foi escrito durante o seu primeiro ano de liberdade e conta a sua experiência de vida ao longo dos anos de cativeiro. Um relato extraordinário pela voz do próprio Solomon Northup.

Ensino Secundário
"O Vendedor de Passados" de José Eduardo Agualusa


Félix Ventura escolheu um estranho ofício: vende passados falsos. Os seus clientes - prósperos empresários, políticos, generais, enfim, a emergente burguesia angolana - têm o futuro assegurado. Falta-lhes, porém, um bom passado. Félix fabrica-lhes uma genealogia de luxo e memórias felizes, e consegue-lhes os retratos dos ancestrais ilustres. 

A vida corre-lhe bem. Uma noite entra-lhe em casa, em Luanda, um misterioso estrangeiro à procura de uma identidade angolana. Então, numa vertigem, o passado irrompe pelo presente e o impossível começa a acontecer. Sátira feroz, mas divertida e bem-humorada, à atual sociedade angolana, O Vendedor de Passados é também (ou principalmente) uma reflexão sobre a construção da memória e os seus equívocos.

Duas belíssimas obras que vais gostar de conhecer! Inscreve-te junto do professor/a de prortuguês  e participa neste concurso.

Regulamento disponível aqui!

sábado, 18 de novembro de 2017

Desafio "Micronarrativas"

Reunimos neste livro as melhores histórias dos alunos do 9º ano que responderam ao desafio proposto pela Biblioteca de criarem uma história com 77 palavras!

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A vencedora deste desafio é a Beatriz Sousa do 9º B que, inspirada na imagem do lado, criou esta belissíma história:

"Sentado numa cadeira mágica e trazendo consigo o fantástico mundo das palavras, mergulhou a sua alma na mais preciosa página que encontrara e dividiu a mais bela história em sonhos mágicos que iria colocar na sua biblioteca.
Pergunta a si mesmo porque não teria feito aquilo mais cedo e descobre que a única solução era deixar-se levar pelo famoso labirinto da leitura e construir uma maravilhosa biblioteca onde partilha a maior enciclopédia marcada pelas suas queridas viagens."

Parabéns a todos e muito obrigada pela vossa participação!
Bem-haja a todos os professores que colaboraram nesta iniciativa!

Todas as histórias encontram-se expostas no átrio da biblioteca.



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Sugestões de leitura

O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares

de Ransom Riggs


Uma ilha misteriosa. Uma casa abandonada. Uma estranha coleção de fotografias peculiares. Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde encontra as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine. Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tivessem sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas…

Um romance arrepiante, ilustrado com fantasmagóricas fotografias vintage, que fará as delícias de adultos, jovens e todos aqueles que apreciam o suspense.


Os bebés de Auschwitz - Nascidos para sobreviver

de Wendy Holden 


Entre as vítimas do Holocausto enviadas para Auschwitz três mulheres levavam consigo um segredo - Priska, Rachel e Anka estavam grávidas de poucas semanas, enfrentando um destino incerto longe dos seus maridos. Sozinhas, assustadas, e após terem perdido tantos familiares às mãos dos nazis, sentiam-se determinadas em lutar pelo que lhes restava: as vidas dos seus bebés. Estas mulheres deram à luz em circunstâncias inimagináveis, com intervalos de semanas entre si. Quando nasceram, os bebés pesavam menos de 1,5 Kg cada, e os seus pais haviam sido assassinados pelas forças alemãs, enquanto as mães se haviam transformado em «esqueletos andantes». Os Bebés de Auschwitz segue a incrível história destas mães, destacando a coragem destas mulheres e a bondade dos desconhecidos que as ajudaram a sobreviver. 



Benefícios da Leitura para o Corpo e para a Mente

quarta-feira, 26 de abril de 2017

CNL - sessão distrital



Decorreu hoje em Castro Daire a sessão distrital do Concurso Nacional de Leitura. O nosso agrupamento esteve representado, no ensino básico, pela Beatriz Gomes, pela Margarida Santos e pelo Rodrigo Alves e no ensino secundário pela aluna Beatriz Lopes.
Na parte da manhã os alunos realizaram a prova escrita e, após o almoço, teve lugar a realização da prova oral, numa sessão muito bem-disposta conduzida pelo contador de histórias, Jorge Serafim.
Apesar de nenhum dos alunos ser apurado para a fase nacional, foi um dia bastante enriquecedor e que decerto aguçou o apetite dos jovens presentes para continuarem a participar nesta iniciativa.

domingo, 23 de abril de 2017

"Da felicidade que vem nos livros"

Sugestão de leitura

Da felicidade que vem nos livros

Há livros que resumem vidas inteiras. E há livros que nos devolvem fragmentos da nossa própria vida – pedaços que já tínhamos perdido sem esperança de os reencontrar – mesmo aqueles que já tínhamos esquecido.

De cada vez que penso “nisso”, penso também nos lugares onde fui feliz com os livros e, de entre esses dois lugares, elejo dois: o Douro, no Verão quente à beira do rio; e numa das mais belas bibliotecas que visitei na infância: uma carrinha Citroen da Fundação Calouste Gulbenkian que, às quartas-feiras, religiosamente, estacionava no largo principal da aldeia onde eu passava férias (no Douro, o centro do meu mundo de então) e se enchia de gente que procurava uma água invisível para matar aquela sede feita de Verão, calor, preguiça, e imaginação.

Digo “imaginação” de propósito, porque não é possível falar de livros e de bibliotecas sem essa palavra, ou sem a palavra “sonhos”. Os livros são como os próprios sonhos: se se recordam é porque são realmente importantes. E se são realmente importantes é porque, de alguma forma, transformaram a nossa vida, ou perturbaram-na, ou tocaram-na em algum lugar.

Pouco há a escrever sobre uma biblioteca onde estão todas as palavras que poderíamos utilizar para a descrever e para a comentar – alinhadas em temas, em corredores onde o silêncio ou a penumbra, a luz ou o rumor do divertimento habitam como se fosse a sua casa. A biblioteca não é, por isso, apenas a casa do livro. Todas as imagens do mundo, do sonho, do riso, do medo, da dor, estão ali, abrigadas e aguardando a oportunidade de visitar quem as visita, folheando um livro, ignorando uma página em detrimento de outra, fechando um capítulo da consulta aos livros, que é como quem diz, da consulta ao mundo.

Dir-se-á que, provavelmente, o livro não traz a felicidade. Mas, também provavelmente, a imagem de felicidade que fomos construindo vem nos livros – e há-de ter um livro por perto. Um livro por onde copiar seja o que for.

Já se disse que a felicidade é um produto da nossa imaginação e da nossa cultura. Mas é nos livros que mais se fala dela – como um estado de espírito, uma ausência e um enigma. E dado que é na biblioteca que os livros se encontram (e em nossa casa, claro, e em qualquer lado, em qualquer lugar onde quisermos que eles estejam), é talvez aí que melhor se reconhece a perfeição e a imperfeição do mundo – a ideia ou o esquecimento da felicidade.

NEM SEMPRE É FÁCIL PENSAR UMA BIBLIOTECA: o que ela deve ter, o que ela deve oferecer, o que ela deve esquecer. É este, penso eu, um dos objetivos da biblioteca: fazer esquecer alguma coisa (o lembrar alguma coisa é objetivo comum, não vale a pena falarmos disso – deriva da ideia da biblioteca como grande reservatório do mundo), fazer-nos passear entre as estantes, esquecendo que o mundo está lá fora e que este mundo, o dos corredores repletos de livros, o das páginas revisitadas por prazer ou por obrigação, ou só por curiosidade, é que é o mundo verdadeiro. A vida eterna.

Falando sinceramente, a vida que vem nos livros é que é a verdadeira; foi nos livros que, pela primeira vez, ouvimos falar de amor; o primeiro gesto de renúncia, ou de medo, ou de alegria, aprende-se num livro, num fragmento de aventura ou de uma história escutada de dentro de um livro – esse instrumento afinadíssimo para escutarmos as grandes vozes, as que sussurram e as que gritam, as que vêm de longe para lembrar a distância que nos separa ou aproxima da felicidade, ou as que estão tão perto que apenas um levíssimo rumor basta para se tornarem mais reais.

Poderíamos repetir Lawrence Durrell (de Justine, do seu quarteto de Alexandria): podemos amar alguém, ou sofrer por alguém – ou, em alternativa, fazer literatura, isto é, escutar as vozes do mundo.

E, se falamos em felicidade, falamos também de perdição – ou seja, do direito, impossível de negar a um leitor, de se perder na magnífica contemplação de um título, de um parágrafo, sempre ao acaso das circunstâncias que o levaram por este ou por aquele atalho. É assim, também, que um geógrafo amador persegue a textura dos solos, o contraste das paisagens, a contiguidade ou fragmentação do povoamento: seguindo ao acaso pelo mapa, anotando isto ou aquilo na sua memória, voltando a ela quando vem a propósito.

COMO NOS SONHOS, PORTANTO. Ou seja: deixando que as coisas aconteçam por dentro, que é o sítio onde tudo de importante acontece.

Provavelmente, dirão que esta visão do pequeno universo das bibliotecas é demasiado benévola e, também, «poética» em excesso. Mas não há outra forma de ver o assunto. A vida é demasiado séria – demasiado fugaz também, para que a levemos muito a sério, como seres cabisbaixos que recusam o enternecimento e o riso só porque se sabe (de antemão, claro que sim) que a vida é pesada o suficiente para nos entristecer. Não há outra forma de ver o assunto: as bibliotecas são ilhas, pequenos continentes onde a fantasia ainda é possível e desejada.

O importante é que, precisamente por isso tudo, as bibliotecas sejam focos de resistência. Eu explico: hoje em dia, só se pode ser feliz através dos sonhos – são o espaço de liberdade que nos resta, liberdade absoluta, possibilidade absoluta. Como os sonhos passam para os livros, eu não sei nem posso explicar, senão pelo acaso de aos livros ser possível recuperar aquilo que não se diz de outra forma. Com um livro nas mãos somos livres bem lá por dentro. Deve ser impressão minha, mas os livros acabam por ser a melhor escola de liberdade: em primeiro lugar, ensinam-nos a propriedade coletiva (mas não coerciva) dos sonhos; ensinam-nos que um sonho é partilhável e, por isso, o que vem num livro não diz respeito apenas a um leitor; ensinam-nos que o que vem num livro (os sonhos, as explicações, as interrogações, as perplexidades) já uniu outros sonhos a outros sonhos, outras explicações a outras explicações, outras interrogações a outras interrogações, outras perplexidades a outras perplexidades; ensinam-nos que a verdadeira felicidade só existe porque vem descrita nos livros – e, se vem nos livros, é porque os livros a copiaram de algum lado. É bom saber isso, que a felicidade existe em algum lado. De contrário, não tínhamos razões para procurar.

E quando se aproxima o Verão, quando a Primavera chega e transporta consigo esse desejo enorme de preguiça, sesta a meio da tarde, eu lembro-me do Douro e da meia centena de vezes que li “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós – e lembro-me dessa biblioteca ingénua e inocente onde, às quartas-feiras pelo fim da tarde, a minha tia me levava para escolher alguns livros que nunca chegavam para uma semana de felicidade.

Francisco José Viegas

(Adaptado do português do Brasil)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Concurso Nacional de Leitura - 1ª fase


Estão abertas as inscrições para a 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura. Até ao dia 16 de janeiro os alunos e alunas que pretendam participar devem realizar a sua inscrição e prestar provas no dia 18 de janeiro.

Obras selecionadas:

-  Ensino Secundário -  "As Prisioneiras: mães atrás das grades" de Isabel Nery

É a realidade de ser mãe, mulher e criança numa prisão. Este livro destaca-se não só pelos relatos e pelas histórias de todas aquelas que decidiram continuar a ser mães entre os muros mas também pelos depoimentos daqueles que inocentemente são obrigados a crescer sem liberdade. Retrato cru e emotivo de uma realidade ainda marcada pelo preconceito, além de ser um extraordinário testemunho de vida na prisão, é um apelo ao direito de recuperar a dignidade humana.

Baseado no livro foi realizada a Curta-metragem "Os Prisioneiros " de Margarida Madeira:


-  Ensino Básico - "O quarto de Jack" de Emma Donoghue

Para Jack, de 5 anos, o quarto é o mundo todo. É onde ele e a Mamã comem, dormem, brincam e aprendem. Embora Jack não saiba, o sítio onde ele se sente completamente seguro e protegido, aquele quarto de 11m2, é também a prisão onde a mãe tem sido mantida contra a sua vontade. Contada na divertida e comovente voz de Jack, esta é uma história de um amor imenso que sobrevive a circunstâncias aterradoras e da ligação umbilical que une mãe e filho.

O livro deu origem ao filme "Quarto" de Lenny Abrahamson


Consulta o regulamento aqui e participa!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Projeto "Os livros procuram os alunos"


Dois textos de dois alunos do 9º G produzidos no âmbito do projeto "Os livros procuram os alunos" a partir das obras "O rapaz do pijama às riscas" e "O Diário de Helga". Parabéns!