segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
quarta-feira, 27 de novembro de 2019
Conselho Nacional de Crianças e Jovens
A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das
Crianças e Jovens (CNPDPCJ) divulgou no dia 20 de novembro, a criação do
Conselho Nacional de Crianças e Jovens (CNCJ), o qual será realizado através de
um processo de candidaturas, promovendo assim o direito à participação,
plasmado no artigo 12º da Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC).
Trata-se de uma iniciativa que pretende dar voz aos
jovens entre os 8 e os 17 anos convidando-os a fazer parte de um conselho
nacional de reflexão e decisão sobre assuntos do seu interesse - discutir temas
importantes para a sociedade, participar na tomada de decisões públicas,
contactar com decisores políticos, participar num intercâmbio de experiências
com outros jovens... O programa desenrola-se em várias fases implicando uma
candidatura e a submissão de uma "proposta para transformar a
sociedade".
Todas as informações podem ser obtidas aqui:https://www.cnpdpcj.gov.pt/
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher - campanha
Nova campanha de prevenção e combate à violência contra as mulheres e à violência doméstica. Através do mote #DitadosImpopulares, a campanha tem como objetivo desconstruir ditados populares para sublinhar a necessidade de unir esforços nesta luta, sublinhando que a violência contra as mulheres e a violência doméstica não são assuntos privados.
«Queremos que as vítimas se sintam confiantes para pedirem ajuda e que as pessoas que têm conhecimento de situações de violência se sintam interpeladas e não hesitem em denunciar», refere a Secretária de Estado, Rosa Monteiro.
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
Dia Mundial dos Direitos da Criança
Em 1989 foi adoptada a Convenção
sobre os Direitos da Criança. Nesse momento, os líderes mundiais
assumiram um compromisso histórico com as crianças de todo o mundo: prometeram
a todas as crianças protegê-las e fazer cumprir os seus direitos. A Convenção
tornou-se assim o tratado de direitos humanos mais amplamente ratificado da
história e ajudou a transformar a vida das crianças em todo o mundo.
Contida nesta lei está uma ideia profunda: a de que as
crianças não são apenas pessoas pequenas que pertencem aos pais ou adultos. São
indivíduos com direitos próprios e alienáveis. A Convenção vem assim reconhecer
e formalizar a pessoa Criança enquanto sujeito de direitos próprios, e
assinalar a infância e adolescência como tempos especiais, nos quais a criança
deve poder crescer, aprender, brincar e desenvolver-se plenamente.
Os princípios orientadores da Convenção – a não
discriminação; o interesse superior da criança; o direito à vida, à
sobrevivência e ao desenvolvimento; e o direito à participação – influenciaram
também inúmeras constituições, leis, políticas e práticas em todo o mundo.
Assistimos, pois, a ganhos efetivos para as crianças nas
últimas três décadas: hoje mais crianças podem crescer e desenvolver-se de
forma plena e saudável do que em 1989.
No entanto, este progresso não foi uniforme.
As probabilidades continuam a ser poucas para as crianças
que vivem em situações mais vulneráveis e de exclusão. Além dos desafios
persistentes de saúde, nutrição e educação, hoje as crianças enfrentam novas
ameaças, como as alterações climáticas, a exploração online e cyberbullying ou
o aumento das doenças mentais. Nos países de baixo e médio rendimentos, as
crianças das famílias mais pobres têm duas vezes maior probabilidade de morrer
de causas evitáveis, antes dos cinco anos, do que as crianças das famílias
mais ricas. Em todos os países, em maior ou menor grau, a pobreza, a
discriminação e a exclusão social continuam a colocar em risco os direitos de
milhões de crianças. Os conflitos armados, a desinformação online ou
as alterações climáticas têm um impacto devastador no progresso global.
Para acelerar o progresso no avanço dos Direitos da Criança
e travar a estagnação e o retrocesso de alguns desses direitos, precisamos de
mais informação: dados e evidência científica; de recursos; de envolver as
crianças e jovens na co-criação de soluções; e da aplicação dos princípios de
equidade e igualdade, pilares da Convenção, em todos os programas e medidas.
Jornal Público 18.11.2019 (adaptado)
terça-feira, 19 de novembro de 2019
sexta-feira, 15 de novembro de 2019
Texto póstumo da atividade “Comemoração dos 30 anos da Queda do Muro de Berlim”
No passado sábado, dia 9 de novembro de 2019 comemorou-se, a
nível europeu, os 30 anos da Queda do Muro de Berlim.
Na nossa escola, esta efeméride foi comemorada no dia
anterior, com a destruição simbólica de um muro que, parcialmente, mimetizava o
original.
Esta atividade, a que muitos alunos e respetivos professores
assistiram durou pouco menos de duas horas, mas a atividade foi sendo preparada
nos “bastidores” ao longo de quase dois meses, com muitos tempos livres (e
alguns letivos) ocupados a planificar, cortar, colar, pintar e aparafusar os
materiais e as ideias que nos conduziram resultado final.
E também destruímos. Destruímos tempo em ideias que foram depois
abandonadas, pois não satisfaziam os nossos critérios.
E sobretudo, destruímos em poucos minutos aquilo que levou
dias e dias a preparar. Mas fizemo-lo com prazer, tendo em conta o significado
da destruição do muro original para a Europa, para o mundo e, fundamentalmente,
para as pessoas que sofreram e desesperaram devido à sua existência, algumas
delas (quase 200, segundo números oficiais) pagando com a própria vida a sua
ânsia de liberdade.
Essas pessoas e os seus dramas tornaram-se um pouco mais nossos
conhecidos por vermos os seus rostos nas portas e nos quadros das salas de aula
da nossa escola, assim como os avisos e proibições que faziam parte do seu
quotidiano, pressupondo sempre ameaças de morte (em alemão, em inglês, em
francês, em russo…) em vários pontos do recinto escolar.
Simultaneamente, um grupo de alunos, sob orientação de alguns
dos seus professores, recolheu informações sobre as dificuldades de
movimentação de pessoas (em turismo, em trabalho ou mesmo para simplesmente
comprar caramelos): as autorizações, os controlos, as barreiras físicas e a
pressão psicológica que enfrentavam… coisas que nos parecem tão distantes no
tempo e, contudo, tão próximas de muitas das pessoas que nós conhecemos.
Estes trabalhos, em exposição no espaço da nossa biblioteca
escolar, são acompanhados por outros, que nos lembram que, apesar de termos a
ideia de vivermos num mundo mais livre do que outrora, os muros têm vindo a
multiplicar-se cada vez mais e mais depressa. Não apenas os muros físicos –
exteriores – mas também os muros
psicológicos – interiores.
Lembram-nos também que é mais fácil construir um muro que, à
partida, nos separe de tudo e isole de tudo aquilo que nos causa estranheza, do
que tentar compreender o que é diferente. E, naturalmente, falo de pessoas,
pois os muros procuram, intencionalmente ou não, separar pessoas.
Na nossa atividade procurámos juntar pessoas, todas contribuindo
para um objetivo comum: recordar-nos que “o essencial é invisível para os
olhos”, como escreveu Saint-Exupéry. Coisas simples, sempre presentes, de cuja
importância só damos conta quando nos faltam, especialmente pessoas, comida ou
liberdade.
Correu tudo na perfeição?
Não. Alguns imponderáveis, uns devido às nossas limitações,
outros independentes de nós, para isso contribuíram.
Talvez a comemoração do 35º aniversário da Queda do Muro de
Berlim seja perfeita, mas o mais importante é que não esqueçamos o seu
significado. Nunca.
De qualquer modo, pensamos ter conseguido provar a verdade de
uma das afirmações que alguém pintou no muro original:
“Muitas pessoas
simples, em muitos pequenos lugares, fazendo pequenos gestos, podem alterar o
mundo.”
|
Basta querermos!
ps: Uma palavra final de apreço e agradecimento a todos
aqueles (alunos, professores e funcionários) que, de forma direta ou indireta,
contribuíram (cada um como foi possível) para tornar a efeméride possível e por
mostrarem que, apesar dos tempos e contratempos, ainda é podemos unir-nos em
torno de um objetivo comum.
Professor Ricardo Oliveira
sábado, 9 de novembro de 2019
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