quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ainda a propósito do Natal...

O Meu Natal

Era um natal
Que se aquecia:
Na lareira e no terreiro;
No presépio verdadeiro
Com musgo, rio e estrela de prata;
No presente pequeno
Para o tamanho do sapato,
Deixado no recato,
Do borralho da esperança;
Na noite que não adormecia
Madrugada na missa do galo,
E desperta da criança;
Eu era a que mais corria
Muito mais que o próprio dia
Apressando a alvorada
Com surpresa tamanha
Que não queria mais nada
Apenas o bacalhau com todos
Com o sabor que meu pai pedia
Da roupa velha que a minha mãe fazia.


Gilo

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