domingo, 17 de dezembro de 2017

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Ciclo de Reflexão sobre Direitos Humanos - dia 3

E chegámos ao último dia do Ciclo de Reflexão sobre Direitos Humanos. Recebemos durante a manhã o Dr. Oscar Issisdorsson em representação da ONG sueca Afrikagrupperna, organização que desenvolve um trabalho de mérito combatendo a pobreza em África e apoiando uma série de organizações em vários países deste continente, tais como, Angola, Namíbia, Moçambique, África do Sul e Zimbabwe, bem como desenvolve programas e intercâmbios regionais.  Após a palestra, houve ainda tempo para a colocação de questões ao nosso convidado. Passámos de seguida, à exibição da 1ª parte do premiado documentário “Amanhã” que retrata a viagem à volta do mundo do ativista, poeta, escritor e ator Cyril Dion e da atriz Mélanie Lauren. O objetivo foi a recolha de histórias de sucesso de pessoas que, face a algumas adversidades conseguiram dar a volta à situação de uma maneira criativa, em prol da sustentabilidade ambiental.

Já no bloco do meio-dia, a ACCIG dinamizou para algumas turmas um workshop bastante interativo, sobre Violência no Namoro.

Durante a tarde exibimos o filme "A rapariga dinamarquesa" - Estreado na 72.ª edição do Festival de Cinema de Veneza, um filme dramático que conta com a assinatura de Tom Hooper ("O Discurso do Rei", “Os Miseráveis”). O argumento é baseado na obra homónima de David Ebershoff que, por sua vez, se inspira na extraordinária história dos artistas Einar Wegener/Lili Elbe e Gerda Wegener.

E assim, terminámos mais um Ciclo de Reflexão dedicado aos Direitos Humanos. Queremos agradecer a todas e a todos que connosco fizeram com que este Ciclo, mais uma vez, fosse possível na nossa escola - às entidades convidadas, à direção da escola, aos docentes, aos funcionários, às alunas e alunos que estiveram presentes, muito obrigada!
Esperamos que as mensagens aqui deixadas, fomentem a desejada reflexão e  nos movam numa ação conjunta de forma a que cada um de nós deixe de lado a indiferença e faça a sua parte na sua casa, na sua rua, no seu, no nosso  mundo, num efeito dominó, em torno da defesa incondicional dos Direitos Humanos!


BEM HAJA

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Ciclo de Reflexão sobre Direitos Humanos - dia 2

Iniciámos o 2º dia do Ciclo de Reflexão sobre Direitos Humanos com a presença do Dr. Filipe Lopes, coordenador do projeto "A poesia não tem grades" um modelo de inclusão social que utiliza a leitura, a escrita e a experimentação artística como instrumentos de trabalho privilegiados.
Iniciado em 2003, o projeto realiza-se em parceria com a Direcção-Geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais, sendo o seu desenvolvimento e implementação da responsabilidade da Associação de Ideias, uma organização sem fins lucrativos direcionada para a promoção dos valores da cidadania.
Foi uma sessão de excelência, pela qualidade do nosso convidado que soube cativar todo o público presente. Foram lidos diversos textos poéticos e partilhadas várias histórias do dia-a-dia deste projeto que nos sensibilizaram a todos.
Muito obrigada ao Dr. Filipe Lopes pela sua fantástica partilha. Esperamos vê-lo mais vezes na nossa escola.
Na parte da tarde tivemos connosco o dirigente José Falcão da organização SOS Racismo que alertou os nossos jovens para vários conceitos relacionados com os direitos humanos e apelou a que nenhum de nós seja indiferente face às injustiças e à discriminação.

Muito obrigada aos nossos convidados, aos docentes e aos alunos e alunas que estiveram presentes nas sessões.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Ciclo de Reflexão sobre Direitos Humanos - dia 1

Iniciámos na ESFA o Ciclo de Reflexão sobre Direitos Humanos, uma organização da Biblioteca Escolar e do Departamento de Ciências Sociais e Humanas representado pela docente Sara Vermelho.
Para iniciar o dia enviámos a todas as turmas da nossa escola um texto para reflexão alusivo à temática dos Direitos Humanos. De seguida, estava prevista a atuação da classe de Ginástica, mas infelizmente, as condições meteorológicas não o permitiram pelo que o evento teve de ser cancelado.
Montámos nas escadas de acesso à biblioteca um painel dedicado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável com trabalhos de ilustração dos alunos de Artes, realizados na aula da docente Cristina Vouga. Também os alunos do 9º ano da docente Anabela Pascoal trabalharam a temática tendo elaborado trabalhos que deram origem ao um móbil que foi colocado à entrada das escadas. Às duas docentes e aos alunos e alunas que colaboraram o nosso agradecimento.

Já no auditório, ouvimos uma mensagem de abertura que nos foi lida pela Ana Margarida Rodrigues e as alunas do 12º L deram início à sessão enunciando alguns dos principais objetivos desta iniciativa. Foi partilhado um filme sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ao que se seguiu a intervenção do senhor Sub-diretor do Agrupamento, Dr. Fernando Espinha.

Antes de passarmos a palavra ao nosso convidado, ouvimos ainda uma leitura encenada do texto “Refugiados em nós” que foi realizada pelas alunas do 12ºK, coordenadas pela docente Maria Aguiar.
Seguiu-se a intervenção do Dr. Pedro Neto, diretor executivo da Amnistia Internacional Portugal que deu a conhecer o trabalho da organização em defesa dos Direitos Humanos, apelando a uma participação ativa de todos e de cada um de nós. Foram apresentados os casos da Maratona de Cartas deste ano, o maior evento mundial de Direitos Humanos, a que todos os anos aderimos e feito o apelo para que, depois de conhecermos cada um dos casos, contribuíssemos juntando a nossa assinatura às milhares de assinaturas desta ação global. Houve ainda espaço para a divulgação da campanha Brave que visa o reconhecimento, a proteção e a segurança de todos os que lutam pela defesa dos direitos humanos. Acompanharam o Dr. Pedro Neto  a  coordenadora do Núcleo de Viseu da Amnistia Internacional, Dra Patrícia Filipe, que já por diversas vezes esteve na nossa escola e a Dra Maria José Santos, nossa conterrânea.

Durante a tarde, contámos com a presença da Dra Rita Paulos, Diretora Executiva da Casa Qui que dinamizou uma sessão muito participada dedicada à igualdade de género. Contámos também nesta sessão com a colaboração de três alunas do 12ºK que prepararam nas aulas da docente Maria Aguiar uma leitura encenada do texto “Não é normal. Não é amor. É violência!

E foi assim que chegámos ao fim do primeiro dia do Ciclo de Reflexão sobre Direitos Humanos. Muito obrigada aos nossos convidados, à professora Maria Aguiar e aos alunos e docentes que estiveram presentes nestas sessões. 
Ficam algumas fotos!

domingo, 10 de dezembro de 2017

A educação devia ser um direito de todos!


A UNICEF lançou este vídeo para nos lembrar dos 27 milhões de crianças que não frequentam a escola por viverem em zonas de conflito. A educação devia de ser um direito de todos, mas não é.

A história dos Direitos Humanos

Um pequeno filme sobre a história dos Direitos Humanos que todos deviámos conhecer e defender!

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Ciclo de Reflexão sobre Direitos Humanos


Na próxima semana iremos, mais uma vez, dinamizar na ESFA o Ciclo de Reflexão sobre Direitos Humanos. Levar os jovens a refletir sobre alguns dos problemas que afetam o mundo em que vivemos e sensibilizá-los para uma caminhada conjunta em prol da defesa dos Direitos Humanos, onde cada um de nós faça a sua parte, é o grande objetivo destes dias.

Contamos, para isso, com a presença de uma série de organizações convidadas - Amnistia Internacional, Casa Qui, SOS Racismo, AfrikaGrupperna, ACCiG e o projeto "A Poesia não tem Grades -  e a colaboração de vários docentes e alunos, aos quais, antecipadamente, agradecemos.
Bem-haja a todos!

Maratona de Cartas 2017 - Conheça os Casos deste ano

Vivemos atualmente numa era onde o medo, a divisão e a demonização ganham terreno. À urgência de defender os direitos humanos soma-se agora a urgência em defender todos os corajosos defensores que estão na linha da frente! Nesse sentido, e no âmbito da nova campanha internacional BRAVE, todos os casos da Maratona de Cartas dizem respeito a defensores de direitos humanos.

CLOVIS RAZAFIMALALA -  MADAGÁSCAR


Clovis Razafimalala adora a floresta tropical de Madagáscar. Este pai de duas crianças e ativista ambiental faz tudo o que estiver ao seu alcance para proteger as ameaçadas árvores cor de rubi, as árvores de pau-rosa. Contudo, nada impedirá uma corrupta rede de traficantes de tentar silenciar Clovis e outros ativistas como ele. Motivados pelos milhares de milhões de dólares que conseguem angariar através da venda ilegal desta árvore rara, Clovis e os restantes ativistas tentam corajosamente travá-los enquanto o governo ignora a situação. Apesar da existência de leis contra a sua venda, o mercado negro de pau-rosa está em crescimento, o que realça a importância dos traficantes para o efeito. Infelizmente, o ativismo de Clovis tem um preço.

 Em setembro de 2016, Clovis foi detido, acusado de organizar um protesto  violento. Várias testemunhas referiram que à hora do protesto ele estava num restaurante, mas essas testemunhas nunca foram inquiridas no decurso da investigação. Esta não é a primeira vez que Clovis é considerado um alvo. Em 2009 a sua casa foi incendiada e tem sido frequentemente aliciado a receber subornos para parar de defender a floresta tropical de Madagáscar, sendo que todas as ofertas foram recusadas. Em julho de 2017, Clovis foi condenado, com recurso a acusações falsas, a uma pena suspensa de 5 anos. Encontra-se atualmente a cumprir pena suspensa em liberdade. Clovis não vai parar, e o seu ativismo pode leva-lo para a prisão, a qualquer momento.

Apelamos ao ministro da justiça no Madagáscar para que a condenação de Clovis Razafimalala seja anulada, e que os direitos de todos os defensores de direitos humanos sejam protegidos. Apelamos para que todos os traficantes sejam responsabilizados pelo comércio ilegal de pau-rosa.

OS 10 DE ISTAMBUL -  TURQUIA


Era suposto ter sido um dia normal para İdil Eser, diretora da Amnistia Internacional na Turquia. Estava numa formação de rotina para defensores de direitos humanos, em julho de 2017, em Istambul. Com ela estava a sua amiga e ativista Özlem Dalkıran, fundadora da secção da Amnistia na Turquia, fazendo agora parte da Avaaz e da Citizens’ Assembly. Quando o terceiro dia do seu workshop estava a começar, a polícia invadiu o edifício e prendeu-as em conjunto com mais oito pessoas. A acusação? “Apoiar uma organização terrorista” – uma alegação absurda. A detenção dos 10 de Istambul seguiu-se à do Presidente da Amnistia na Turquia, Taner Kılıç, detido desde 9 de junho com uma acusação igualmente inaceitável: a de ser membro de uma “organização terrorista organizada”.

Estas detenções são as últimas de uma série de esforços do governo turco em silenciar os seus críticos. Desde a tentativa de golpe de Estado de julho de 2016, mais de 150 000 pessoas encontram-se sob investigação criminal. Os 10 de Istambul dedicaram a sua vida a defender os direitos de outros. Defendem e promovem a liberdade, lutando para que todos na Turquia possam ser tratados de forma justa. Cada dia que estes defensores de direitos humanos passem atrás das grades, é um dia a mais da atual violenta repressão de liberdades na Turquia.

Apelamos ao ministro da justiça na Turquia a libertar todos estes defensores de direitos humanos e a parar a sua opressão.

SAKRIS KUPILA -  FINLÂNDIA

Sakris Kupila nunca se identificou como uma mulher. Contudo, este estudante de medicina de 21 anos, enfrenta perseguições diárias uma vez que os seus documentos de identidade afirmam que ele é mulher. Sakris era ainda adolescente quando percebeu que o género que lhe foi atribuído à nascença não representava a pessoa que é. Ele escolheu um novo nome – considerado masculino – mas, segundo a lei finlandesa, as pessoas não estão autorizadas a ter um nome que corresponda a outro género que não o seu. Sakris teve de ser diagnosticado com um “distúrbio mental” para poder ter o nome que escolheu. Este foi o seu primeiro passo para o reconhecimento legal da sua pessoa. Mas para que o seu género seja reconhecido e alterado na Finlândia, para além do diagnóstico de “distúrbio mental”é também necessário submeter-se a um processo de esterilização. Estas exigências colocam em causa a reputação da Finlândia enquanto país tolerante e aberto. Para Sakris a escolha era óbvia: ele opõe-se a este tratamento humilhante e exige a mudança da lei. Sakris refere que “os mais básicos direitos humanos de pessoas transgénero estão a ser violados na Finlândia”, e acrescenta “não só somos discriminados pela sociedade como também pelo Estado”. A luta de Sakris tornou-o alvo de ameaças e hostilidade. Mas ele não desiste! “Eu só paro quando a luta tiver terminado”, diz.

Apelamos ao primeiro ministro da Finlândia para alterar a lei e a apoiar os defensores dos direitos transgénero.

SHACKELIA JACKSON - JAMAICA

Shackelia Jackson, uma corajosa ativista, não vai desistir. Quando o seu irmão Nakiea foi alvejado pela polícia em 2014, ela garantiu que investigadores independentes da Jamaica protegiam a cena do crime. A polícia perseguia um suspeito de um assalto com “aspeto de rastafári”, e Nakiea correspondia a essa descrição. A polícia encontrou-o no seu pequeno restaurante e disparou. Os homicídios perpetrados pela polícia são demasiado comuns na Jamaica e têm sobretudo como alvo os jovens e cidadãos mais pobres. Só na última década foram mortas cerca de 2000 pessoas. Shackelia estava determinada a não deixar que a história de Nakiea terminasse aqui. Tem vindo a batalhar contra um sistema judicial muito lento, e subfinanciado, por justiça. Nesse processo, reuniu dezenas de pessoas cujos familiares foram assassinados de forma semelhante, ampliando o seu desespero por justiça. A polícia respondeu com intimidações e rusgas à sua comunidade, que sempre coincidem com as datas das audiências em tribunal. Também ela e a sua família já foram alvo de intimidações. Mas Shackelia recusa-se a ser silenciada. Ela diz que estas tentativas apenas reforçam a sua crença de que o que faz está correto. “Eu luto porque não tenho outra escolha”, refere. “Parar significa que estou a dar autorização para que outro agente policial mate outro dos meus irmãos”.

Apelamos ao primeiro ministro da Jamaica para garantir justiça por todos os que foram mortos pela polícia.

FARID AL-ATRASH e ISSA AMRO  - ISRAEL/TERRITÓRIOS PALESTINIANOS OCUPADOS

Farid al-Atrash e Issa Amro querem o fim dos colonatos israelitas – um crime de guerra que resulta dos 50 anos de ocupação do território palestiniano. Israel transformou muitas partes dos territórios ocupados em áreas de acesso proibido a palestinianos, tornando impossível a sua livre deslocação. Em oposição, os colonos judeus israelitas podem circular livremente em todo o espaço. Dedicados ao ativismo pacífico, Farid e Issa enfrentam ataques constantes por parte dos soldados israelitas e dos colonos. Issa incentiva os jovens palestinianos a encontrarem formas pacíficas de se oporem à ocupação de Israel e às leis discriminatórias em vigor na cidade de Hebron. Consequentemente, as forças israelitas já o prenderam mais de uma vez, tendo já sido agredido e submetido a deslocações e interrogatórios de olhos vendados. “As forças de ocupação israelitas consideram-nos um alvo para nos silenciar”, referiu Issa. Por outro lado, Farid, um advogado que expõe os abusos quer das autoridades israelitas como das autoridades palestinianas, enfrenta abusos semelhantes. Em fevereiro de 2016, Issa e Farid protestaram pacificamente na cidade de Hebron por altura do 22º aniversário do primeiro encerramento de umas das suas ruas a palestinianos, a rua al-Shuhada. Em Hebron, 200 000 palestinianos vivem reféns dos 800 colonos israelitas que vivem no centro da cidade. Os dois homens enfrentam agora acusações absurdas, claramente formuladas para impedirem que o seu trabalho em direitos humanos continue.

Apelamos ao primeiro ministro de Israel para que todas as acusações contra Farid e Issa sejam retiradas imediatamente.


Assine aqui!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Este mês nas bibliotecas...


Iniciamos o mês assinalando o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência com sessões de curtas-metragens e a Hora do Conto alusiva ao tema nas várias escolas do agrupamento. 

Entre os dias 11 e 13, realizaremos na ESFA mais uma edição do Ciclo de Reflexão sobre Direitos Humanos, uma organização da Biblioteca e do Departamento de Ciências Sociais e Humanas e a colaboração de vários doecentes e alunos. Destacamos a presença de várias entidades convidadas, tais como, a Amnistia Internacional, a Casa Qui, o projeto "A poesia não tem grades", o SOS Racismo, a organização sueca Afrika Grupperna e a ACCIG. Para saber tudo o que vai acontecer, consulte o cartaz do evento. 

E porque o Natal é tempo de partilha, os alunos do 4º ano acompanhados pelo professor Admar e pelo professor bibliotecário Sérgio Rodrigues irão marcar presença no Lar da Santa Casa da Misericórdia e na Unidade de Cuidados Continuados para partilharem com os mais idosos um momento especial ao som de várias músicas.

 Está a decorrer na GEA o concurso "Conta um Conto de Natal" uma iniciativa da Biblioteca e do grupo de EMRC. 

 Na ACO e na GEA decorrerão também este mês a Feira do Livro, um oportunidade para adquirir algumas das prendas para oferecer este Natal! 

Bom mês... boas leituras! 
Passe pelas bibliotecas e leve um livro consigo para passar esta quadra!

domingo, 3 de dezembro de 2017

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Uma curta metragem inspirada na experiência de viver com um irmão com autismo.


Fixing Luka (2011) from Jessica Ashman on Vimeo.